AO ENCONTRO DE / DE ENCONTRO A
Ao encontro de: significa "a favor de, para junto de".
Esta sua decisão veio ao encontro das minhas pretensões.
De encontro a: equivalente a "ir contra alguma coisa, ir em direção oposta a".
O carro foi de encontro ao poste.
A FIM / AFIM
A fim: igual a "finalidade".
Chegou cedo a fim de terminar o serviço.
Afim: equivalente a "semelhante".
Meu gosto não é afim ao seu em matéria de comida.
AO INVÉS DE / EM VEZ DE
Ao invés de: significa "ao contrário de".
Maura, ao invés de Alice, resolveu se dedicar à música. (opções de estudo contrárias)
Em vez de: igual a "em lugar de".
Em vez de Pedro, Paulo foi o orador da turma.
À MEDIDA QUE / NA MEDIDA EM QUE
À medida que: está classificada entre as conjunções subordinativas proporcionais; portanto, tem o mesmo significado de “à proporção que”.
Senhas eram distribuídas aos candidatos à medida que eles entravam nas filas de inscrição.
Na medida em que: não se encontra nos livros de gramática tradicionais. Para desfazer a confusão: na medida em que se encaixa nas conjunções causais, tendo o sentido aproximado de "pelo fato (razão, motivo) de que, uma vez que, já que, porquanto".
O Estado, na medida em que se responsabiliza apenas pelo financiamento do Ensino Fundamental, estaria se abstendo de cumprir seu papel de promotor do bem comum.
À MESA / NA MESA
Convém sempre usar à (e não na), nessa expressão, quando existe a ideia de proximidade. Reserve a expressão na, quando existir a ideia de posição superior. Então, sentar-se na mesa não é coisa de gente civilizada.
A PAR / AO PAR
A par tem o sentido de "bem informado", "ciente".
Você precisa me manter a par de tudo o que acontece.
Ao par é uma expressão usada para indicar relação de equivalência ou igualdade entre valores financeiros (geralmente em operações cambiais).
As moedas fortes mantêm o câmbio praticamente ao par.
AONDE / ONDE
Aonde: indica idéia de movimento ou aproximação, significando “para onde”.
Aonde você vai?
Onde: indica o lugar em que se está ou em que se passa algum fato. Normalmente, refere-se a verbos que exprimem estado ou permanência.
A casa onde moro é muito antiga.
COM NÓS / CONOSCO
Com nós: essa forma somente será utilizada se logo depois vier palavras como "todos", "mesmos", "próprios" ou qualquer numeral cardinal (dois, três, etc.)
Esse fato aconteceu com nós todos.
Não havendo essas palavras, usa-se conosco.
Vamos à praia conosco?
DE MAIS / DEMAIS
De mais: quando apresenta o sentido oposto à "de menos" (= após um substantivo ou pronome).
Para Ana, chegar atrasada ao trabalho não tem nada de mais.
Demais (= junto): é advérbio de intensidade (= muito) ou pronome indefinido (= o restante, os outros).
Rita fala demais. (= fala muito - advérbio)
Uns vaiavam, os demais aplaudiam. (= o restante - pronome)
HÁ / A
Há: quando se trata de um espaço de tempo que já passou.
Ele saiu de casa há duas horas.
Nesse caso, podemos substituir "há" por "faz".
Ele saiu de casa faz duas horas.
A: quando se trata de um espaço de tempo que está por vir.
Ele chegará daqui a duas horas.
PARA EU / PARA MIM
Para eu: antecede um verbo, ou seja, só aparece antes de um verbo no infinitivo.
Essa roupa é para eu vestir hoje à noite.
Para mim: usa-se no final de frases.
Gostaria que este presente fosse para mim.
PASSAR DE ANO / PASSAR O ANO
Embora a forma "passar de ano" já esteja muito incorporada à nossa linguagem, o certo é falar passar o ano.
Nilza, por não ter estudado muito, não passou o ano.
PERGUNTAR / QUESTIONAR
Perguntar não é questionar. "Pergunta-se" quando se quer saber alguma coisa, e "questiona-se" quando se põe alguma coisa em dúvida.
Os alunos perguntaram ao professor quando seriam realizadas as provas.
Os deputados questionaram o valor do orçamento federal apresentado pelo presidente.
PREVALECIDO / PROVALECIDO
Na hora de expressar a ideia de que ‘alguém está abusando de sua posição’, muitas pessoas utilizam erroneamente a forma "provalecido". O correto, porém, é dizer prevalecido, palavra que deriva do verbo ‘prevalecer’.
REPETIR DE ANO / REPETIR O ANO
A forma correta é repetir o ano.
Os alunos que estão com notas baixas correm o risco de repetir o ano.
ROUBAR / FURTAR
Roubar: com violência.
Parou num sinal vermelho e teve seu carro roubado por dois bandidos.
Furtar: sem violência, ameaça, constrangimento.
Furtou o relógio de dentro da gaveta.
SE NÃO / SENÃO
SE (= conjunção condicional) NÃO (advérbio de negação): essa forma é empregada quando se pode substituir o "se" por "na hipótese de" ou "caso".
Se não chover, irei à praia amanhã. (Caso não chova...)
Senão: deve-se utilizar esta forma em certas situações específicas.
Vá de uma vez, André! Senão (do contrário) você irá perder o avião.
Essas laranjas não são do tipo seleta, senão (mas sim, porém) lima.
Você não pode comer doces, senão (apenas, somente) os dietéticos.
TENHO DE... / TENHO QUE...
Tenho de: quando o sentido for de obrigação, necessidade, desejo ou interesse.
Temos de lutar por nossos direitos.
O diretor da escola terá de dar explicações sobre o aumento de seu salário.
Tenho que: quando expressar possibilidade.
Talvez você tenha que buscar sua irmã na escola hoje.
VIAJEM / VIAGEM
Cuidado! O verbo viajar é com j: eu viajo, tu viajas, eles viajaram, que ele viaje...
O substantivo viagem é sempre escrito com g.
No próximo verão, faremos uma viagem para a Europa.
VÍTIMA FATAL
Essa expressão é incorreta, porque o termo "fatal" deve se referir ao "acidente", e não à vítima.
O choque do ônibus com o trem foi fatal, causando diversas vítimas.
sexta-feira, 23 de abril de 2010
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Inexplicável
Busco um amar-te sem
mágoas mesquinhas...
Talvez o coração seja muito
sensível e afronta com garra
a necessidade de querer ser
bem cuidado...
Não me venha com um amor
instável, (sem apego)...
Este não cabe em nada do que
a vida quer...
Amar dever ser com a alma,
sem inseguranças tolas de quem
nem sabe traduzir um olhar ou
uma saudade...
Ou simplesmente Amar... Sem querer
saber o que pode causar...
A não ser a inexplicável razão de
Viver!...
(Cida Luz)
15/04/10
Busco um amar-te sem
mágoas mesquinhas...
Talvez o coração seja muito
sensível e afronta com garra
a necessidade de querer ser
bem cuidado...
Não me venha com um amor
instável, (sem apego)...
Este não cabe em nada do que
a vida quer...
Amar dever ser com a alma,
sem inseguranças tolas de quem
nem sabe traduzir um olhar ou
uma saudade...
Ou simplesmente Amar... Sem querer
saber o que pode causar...
A não ser a inexplicável razão de
Viver!...
(Cida Luz)
15/04/10
Cora Coralina
Se temos de esperar,
que seja para colher a semente boa
que lançamos hoje no solo da vida.
Se for para semear,
então que seja para produzir
milhões de sorrisos,
de solidariedade e amizade.
.
_Cora Coralina_
que seja para colher a semente boa
que lançamos hoje no solo da vida.
Se for para semear,
então que seja para produzir
milhões de sorrisos,
de solidariedade e amizade.
.
_Cora Coralina_
Um pouco de Clarice Lispector
quinta-feira, 4 de março de 2010
nao sei titulo
"A arte não é a
aplicação
de uma regra de beleza,
mas daquilo que
o instinto e o
cérebro podem conceber
além de qualquer regra".
_Pablo Picasso_
aplicação
de uma regra de beleza,
mas daquilo que
o instinto e o
cérebro podem conceber
além de qualquer regra".
_Pablo Picasso_
Conflitos
?!!!!!

Amar...
Tempos d’horas mortas...
Vazias e de saudades...
Tempos de abertas portas...
Desertas de claridades...
Tempos de espinhos n’alma...
Que chorando se debruça...
Ouça com tua calma...
Minha alma soluça...
Deveras, chora por ti...
Que não me acolhe mais...
Por isso ancorado aqui...
Naufrago em meu próprio cais...
Tempos de ferroadas...
D’abelha e seus venenos...
Tempos de trovoadas...
E de horizontes pequenos...
E tu finges não saber...
Que te amar é sofrer...
É o mesmo que morrer...
Para depois renascer...
terça-feira, 2 de março de 2010
eu?!!..
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
labios...
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Chaplin...

Sorri quando a dor te torturar
E a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos vazios
Sorri quando tudo terminar
Quando nada mais restar
Do teu sonho encantador
Sorri quando o sol perder a luz
E sentires uma cruz
Nos teus ombros cansados doridos
Sorri vai mentindo a sua dor
E ao notar que tu sorris
Todo mundo irá supor
Que és feliz
(Charles Chaplin)
Lendo Fernando...
Somos inocentes em pensar
Que sentimentos são coisas passíveis
de serem controladas
Eles simplesmente vêm e vão,
não batem na porta, não pedem licença
Invadem, machucam, alegram
São imprevisíveis e sua única regra
é a inconstância total
É irônico que justamente por isso
Eles sejam tão perfeitos
Caio F. Abreu
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Um pouco de Martha Medeiros
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Claro que sim, que te procuro.
Tu, um qualquer que me desvendaste-me assim que me viste. Corrigiste o sorriso, acertaste com a lágrima, esventraste-me as memórias e derreteste fantasmas em menos de nada.
Tu, um qualquer, que me disseste que não sabia andar. Que não sabia caminhar e que por isso teimava em cair em todos os buracos que encontrava. Que insistia no desafio do abismo, mesmo sabendo o resultado final.
Tu, um qualquer, que me obrigaste a abraçar-me ao espelho. A querer gostar de mim. A querer amar-me. Como tu.
Tu, um qualquer, que soube sempre quem eu era, mesmo quando eu não fazia minima ideia onde me poderia encontrar.
Claro que te procuro. Ainda que em sonhos.
Claro que sim, q te procuro
Tu, um qualquer que me desvendaste-me assim que me viste. Corrigiste o sorriso, acertaste com a lágrima, esventraste-me as memórias e derreteste fantasmas em menos de nada.
Tu, um qualquer, que me disseste que não sabia andar. Que não sabia caminhar e que por isso teimava em cair em todos os buracos que encontrava. Que insistia no desafio do abismo, mesmo sabendo o resultado final.
Tu, um qualquer, que me obrigaste a abraçar-me ao espelho. A querer gostar de mim. A querer amar-me. Como tu.
Tu, um qualquer, que soube sempre quem eu era, mesmo quando eu não fazia minima ideia onde me poderia encontrar.
Claro que te procuro. Ainda que em sonhos.
Claro que sim, q te procuro
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Shakespeare_
domingo, 24 de janeiro de 2010
Caio Fernando Abreu

Eu preciso muito, muito de você. Eu quero muito, muito você aqui de vez em quando nem que seja, muito de vez em quando. Você nem precisa trazer maçãs, nem perguntar se estou melhor. Você não precisa trazer nada, só você mesmo. Você nem precisa dizer alguma coisa no telefone. Basta ligar e eu fico ouvindo o seu silêncio. Juro como não peço mais que o seu silêncio do outro lado da linha ou do outro lado da porta ou do outro lado do muro. Mas eu preciso muito, muito de você.
Caio Fernando Abreu
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